segunda-feira, 23 de março de 2009

contra o desperdício



O Instituto Akatu lançou uma campanha muito interessante para alertar sobre o desperdício de comida. Vale a pena acessar o hotsite e assistir ao vídeo.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Bolas da vez


Eu ando bastante preguiçosa, mas não podia deixar de comentar - com atraso - o corte no orçamento do Ministério do Meio Ambiente para 2009. 79%! Surreal. Natural que a Marina Silva tenha se indignado. Ainda bem. Eu também fiquei revoltada, mas infelizmente minha opinião não ecoa tão longe quanto a dela.
Mudando de assunto, hoje li a notícia de que o Rio de Janeiro vai fazer parte da "Earth Hour", movimento mundial liderado pela WWF para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global. Brilhante. A cidade maravilhosa será a primeira no país a aderir e fará a sua parte desligando por uma hora as luzes do Pão de Açúcar, do Cristo Redentor, da orla de Copa e do Parque do Flamengo, no dia 28de março, entre 20h30 e 21h30.
Claro que aqui há a necessidade de um reforço na segurança durante o apagão. Afinal de contas, não estamos em Edimburgo ou Atenas, outras duas participantes da próxima "edição" do evento. Mas o que importa é a intenção. A Hora do Planeta é um ato simbólico no qual governos, empresas e a população de todo o mundo são convidados a demonstrar sua preocupação com o aquecimento global e as mudanças climáticas. O gesto simples de apagar as luzes por sessenta minutos, possível em todos os lugares do planeta, tem o significado de chamar para uma reflexão sobre o tema ambiental.
Realizada pela primeira vez em 2007, a Hora do Planeta contou com a participação de 2,2 milhões de moradores de Sidney, na Austrália. Já em 2008, o movimento contou com a participação de 50 milhões de pessoas, de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Como resolver o problema?

Hoje acordei pensando no estudo publicado na última edição da revista Science que foi divulgado no site do Worldwatch Institute, na última quarta-feira. Não costumo tomar o meu café da manhã pensando em coisas tristes – muito pelo contrário, evito – mas essa notícia me abalou muito.

O estudo serve como um alerta: metade da população mundial pode sofrer por falta de comida até 2100, se a Terra não se adaptar às mudanças climáticas, em especial ao aquecimento global. No final deste século, há probabilidade de mais de 90% de as regiões tropicais e subtropicais conviverem com temperaturas mais altas do que os recordes de calor do século 20. E nestas regiões vivem cerca de três bilhões de pessoas.

Confesso que penso no assunto desde então.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Baía de Guanabara mais uma vez em perigo

Estou indignada com a matéria que eu assisti hoje no RJTV 1ªedição.
Simplesmente não dá para acreditar que milhões de litros de esgoto estão sendo lançados, sem tratamento, há uma semana na Baía de Guanabara. Isso porque a Estação de Tratamento do Rio Carioca, no Flamengo, está em manutenção. Vocês acreditam??? Ela é responsável por receber e tratar o esgoto de quatro bairros: Cosme Velho, Flamengo, Laranjeiras e Santa Teresa, além de favela como o morro do Cerro Corá. A Rio Águas informou que a estação está parada porque precisava ser limpa e não deu previsão de quando voltará a funcionar. Desesperador.
Será que as autoridades não vão se manifestar??? Afinal de contas, estamos falando de uma enorme agressão ao meio ambiente, além da contaminação de um dos mais bonitos cartões postais da cidade.

domingo, 14 de dezembro de 2008

Reflexão sobre a redução do IPI


Depois de algum tempo afastada do blog por conta da faina de final de ano, achei que devia fazer uma pausa nos preparativos para escrever sobre a redução temporária do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), anunciada pelo governo na última quinta-feira. Confesso que a medida me preocupa, e muito, e a razão é simples: ela beneficia principalmente as montadoras e concessionárias, que já na sexta-feira anunciavam grandes “feirões” no final de semana, contribuindo de forma significativa para o aumento da venda de veículos e conseqüentemente da emissão de gases de efeito estufa.

Por um lado, eu entendo a iniciativa do governo e o pedido feito pelo presidente Lula para que a população consuma. Essa arma para escapar da crise e diminuir os seus impactos na indústria, que vêm sinalizando para a possibilidade de demissões em massa, já foi, inclusive, utilizada outras vezes aqui, além de ser uma velha conhecida dos EUA, por exemplo. Mas será que não existe uma outra saída? Não ouvi, até agora, nenhum comentário sobre os impactos ambientais causados pelo aumento da frota brasileira, principal fruto dessa medida. E não falo apenas sobre o aumento da emissão de gases e da poluição do ar, falo também sobre as conseqüências na saúde das pessoas, causando maior incidência de doenças respiratórias e cardíacas. Sem contar com o caos no trânsito, que já é bastante complicado nos grandes centros. Em tempos de acirradas discussões sobre sustentabilidade e mudanças climáticas, o governo não deveria se preocupar também com esse aspecto?

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Salvem as cavernas



Outro dia ouvi em A Voz do Brasil (confesso, sou ouvinte do programa) uma notícia sobre a nova lei que permitirá a destruição de cavernas para construção de empreendimentos, derrubando o antigo decreto que protegia esses habitats. Com as mudanças, as grutas naturais passam a ser classificadas por quatro critérios de relevância: máximo, alto, médio e baixo. Apenas as formações de "máxima relevância" deverão ser preservadas. As demais poderão ser eliminadas desde que haja autorização por parte de órgãos ambientais. Os critérios de classificação serão definidos pelo Ministério do Meio Ambiente. Calcula-se que cerca de 70% das cavernas do país estão ameaçadas.
Os especialistas não gostaram da nova lei. Como são ambientes muito específicos, com uma fauna única e condições de temperatura e umidade muito constantes, as cavernas precisam de regras especiais de uso e proteção.
Não entendo bulhufas de espeleologia, mas numa época em que se fala de aquecimento global e preservação da natureza, pode-se dizer que uma iniciativa como essa é no mínimo suspeita. O nosso ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirma que não podemos barrar o “desenvolvimento”. Fala sério, essa não convenceu!

Temos fome

Um dia li no site http://updateordie.com texto escrito pelo diretor de criação da agência Bullet, sobre a fome e a crise mundial. Segundo ele, US$ 40 bilhões seriam necessários para acabar com o problema da fome no mundo. Veja bem, ACABAR. Com a crise econômica, Estados Unidos e Europa, liberaram de uma tacada só US$ 2,2 trilhões de dólares para salvar as instituições financeiras.
Pera aí, é isso mesmo? Quer dizer que com menos (muito menos) do que foi gasto para manter os ricos ‘ ainda ricos’ seria possível ter um mundo mais justo. Entendo que os pacotes contra a crise são necessários. Mas a pergunta é: por que até agora ninguém se mobilizou contra a fome? O dinheiro existe.
É como dizem por aí: um dia vamos colher o que estamos plantando. O sistema atual de capitalismo entrou em curto. O consumo não traz tanta felicidade quanto se imaginava, a grana da especulação financeira sumiu e os recursos naturais estão acabando. Qual o futuro? Espero que essa crise financeira tenha um lado positivo e as pessoas comecem a questionar o que está sendo feito e procurem um novo modelo de vida.